quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Igreja - Por que me importar?

Extraído do boletim dominical no. 57/2008 - I.B. Floresta - RS
Escrito por Pr. Ivo Augusto Seitz


"Lembrei-me de uma ilustração de Eric Palmer, um pastor que defendia a igreja contra os críticos que diziam ser ela cheia de hipócritas, de fracassos e incapaz de viver conforme os altos padrões do Novo Testamento. Palmer, que naquela época vivia na Califórnia, escolheu deliberadamente uma comunidade conhecida por sua falta de sofisticação cultural. ‘Quando a orquestra do Colégio de Milpitas tenta tocar a Nona Sinfonia de Beethoven o resultado é horroroso’ disse Palmer. ‘Eu não me surpreenderia se a apresentação fizesse o velho Ludwig virar no seu túmulo apesar de ser surdo’.


Pode ser que você pergunte: ‘- Por que, então, tentar? Por que infligir sobre aqueles pobres jovens o terrível fardo de tentar produzir o que tinha em mente o imortal Beethoven? Nem a grande Orquestra Sinfônica de Chicago consegue atingir tal perfeição’.

Minha resposta é a seguinte: ‘quando a orquestra do colégio de Milpitas tocar, dará a algumas pessoas no auditório o seu único encontro com a grande Nona Sinfonia de Beethoven. Longe da perfeição, contudo será a única forma em que ouvirão a mensagem de Beethoven.’

Penso na analogia de Palmer sempre que começo a me encolher de vergonha num culto. Embora, talvez, nunca alcancemos o que o compositor tinha em mente, não existe outra maneira de se ouvir esses sons sobre a Terra.” (Trecho de Igreja, por que me importar? – Alcançando além das paredes, Philip Yancey. Editora Vida Nova).

O irmão Moysés, decano dos pastores evangélicos de Porto Alegre, há dois anos chegou para um culto em um pequeno salão. Na frente, três guitarras, baixo, bateria e quatro microfones. Pensou em desistir e ir embora, quando ouviu o que entendeu ser a voz do Espírito: “- Eu estou gostando. Estão fazendo tudo isso para expressar sua gratidão e louvor”. Parou e pensou: - “Quem sou eu para dizer se gosto ou não gosto? Quem tem que dizer isso é Deus!” Orou, concentrou-se, cantou e pregou a Palavra do Senhor com entusiasmo. Saiu edificado.

Quando seminarista, no interior do Rio Grande do Sul, tive que acompanhar ao acordeão o solo de uma irmã que solenemente tocou o ...pente! Pente de cabelo mesmo, com uma fita de papel celofane, junto aos lábios. Foram as quatro estrofes do hino “Foi na Cruz”. Achei estranho, mas era o que ela sabia.


Na vida da igreja, no culto e na rua, devemos fazer sempre o melhor. Deus merece toda a reverência. Mas deixemos que o próprio Senhor da Igreja avalie cada um. Que em 2009 cultuemos com muita gente e com muita convicção. E olha que Deus leva vantagem sobre Beethoven, porque conhece o coração!