sexta-feira, 18 de abril de 2008

Homens

Não pode errar o homem que acertou o caminho,
Nem pode duvidar da certeza do seu destino.

Não pode esquecer da palavra dada, compromisso feito,
atitude pretendida, prometida para os seus.

Há que se lembrar esse homem,
que as pessoas esperam dele mais do que pode dar,
mais do que pode ser,
mais do que podem ser.

Sim, porque o homem é pequeno,
como pequeno é o seu saber.
Mas é visto como grande,
pelos que nele querem se inspirar.

Não pode o homem se cansar, parar, desistir, hesitar.
Porque junto ao seu caminho, descansando à sua sombra,
bebendo em sua fonte, muitos estão.

Então o homem deve ceder lugar,
para que o Senhor seja forte, quando é a sua vez de lutar.

Deve o homem lançar sobre Ele as suas dores,
suas fraquezas, seus receios, seus incômodos e temores,
até mesmo seus pecados. Pois só Jesus pode suportar.

domingo, 13 de abril de 2008

Seu Pernambuco

“Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas a ponham em prática”. (Tiago 1.22)

Há gente que não ouve a Palavra de Deus. As razões são muitas. Vão desde a falta de tempo até o desânimo total na fé, quem sabe justificado pelo mau testemunho de alguém (mas o padrão não é Cristo?).

Os dias ficam curtos para comportar tantos sonhos, e o ritmo acelerado impede a lembrança do perigo de “construirmos depósitos cada vez maiores” esquecendo do “louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12.20). Quem deixa a Palavra de Deus acaba “correndo atrás do vento” (Eclesiastes 1.14 NVI).

Há gente que tenta ajeitar a vida cristã com os compromissos com o mundo. Esses se perdem ainda mais, porque querem a aprovação do mundo e de Deus ao mesmo tempo. Ninguém na história conseguiu isso, porque “não podemos servir a dois senhores” (MT 6.24). Ou servimos a Deus com exclusividade, ou já estamos servindo ao outro.

Há gente que ouve a Palavra e a põe em prática. Como faz diferença! Ouçamos a irmã Nádia: ao longo de anos ela ajudou um senhor carente e sozinho conhecido como Pernambuco. O homem ficou cego. Revoltado, passou a destratar todo mundo. Um vizinho pediu que d. Nádia conversasse com ele para acalmá-lo. Ela tentou, mas mesmo assim foi agredida com palavras duras. Triste, pensou em desistir. Não gastaria mais seu tempo com uma pessoa tão amarga e ingrata.

Dias depois houve um atropelamento na esquina. D. Nádia tinha saído do culto, voltava para casa. Correu para ver. Era o Sauri, ou Pernambuco. O motorista, jovem, não sabia o que fazer. D. Nádia identificou-se como amiga do pobre homem, e foi junto ao Pronto Socorro. Cuidou de tudo: da vítima, do motorista, da continuação.

A irmã Nádia comentou: - acho que teria ajudado de qualquer jeito, mas quando vi o homem no chão lembrei do estudo do perdão em Mateus 6 e decidi viver aquilo. Quando vi, estava envolvida, sem almoço, acompanhando outras pessoas por uma tarde inteira, até resolver tudo.

É Seu Pernambuco, que bom que ela ouviu e praticou!

domingo, 6 de abril de 2008

Almas X Porcos

O pastor e missionário José Nilton de Paula contou para a Floresta em “linguagem cearense” o texto de Marcos 4.35 a 5.20. Texto que fala do trabalho incessante de Jesus, que mesmo cansado, segue viagem pelo lago da Galiléia. Enquanto dorme, os discípulos cuidam do barco. No trajeto, uma tempestade comum na região assusta os pescadores treinados. Sem saída, acordam Jesus, que ordena que o vento fique quieto. Chegam a Gadara, ou Gerasa. Ao descer do barco, Jesus é interpelado por um homem dominado por espíritos malignos.

A biografia do gadareno, de quem não sabemos o nome, é tétrica: abandonado por todos, sem família, mora no cemitério. As autoridades não conseguem dominá-lo, ele quebra todas as correntes. Perturba a ordem pública. Fere-se se com pedras. Grita para Jesus, identificando-o como Filho do Deus Altíssimo. Para o povo que aguarda com curiosidade a chegada do grupo, aqueles gritos mais parecem zombaria.

Mas Jesus tinha seguido viagem mesmo cansado, e tinha repreendido a fúria do mar exatamente por causa deste encontro. É então que ordena a saída dos espíritos maus, que se chamam “legião”. Pedem permissão para dominar uma vara de porcos que está perto. Jesus consente. Os espíritos agem com violência. Os quase dois mil animais despencam morro abaixo, afogando-se no lago enorme.

O homem antes prisioneiro de Satanás, agora está livre, sentado, vestido, em perfeito juízo. Motivo de louvor a Deus? Não. A cidade pede com insistência que Jesus vá embora. O povo está preocupado com prejuízos menores. Não vê o valor de uma alma eterna. Quantas vezes deixamos de ver as pessoas, impressionados com bens materiais?

O pastor José Nilton deixou conosco a lembrança: olhemos para as pessoas, pelas quais Jesus morreu na cruz. Qualquer outro valor é menor. Pensando bem, riquezas, prazeres, poder, nada disso é tão importante como uma vida. Porque outras coisas, comparativamente, são só isso. Porcos.

Ivo Seitz