domingo, 24 de fevereiro de 2008

Tomate

Algumas pessoas pensam que Deus é um velho ranzinza e traiçoeiro, disposto a achar as nossas falhas para nos condenar a terríveis castigos eternos.

Algumas pessoas pensam que Deus é um conjunto de regras. Impessoal. Em forma de leis e regulamentos, que fez um contrato com a humanidade cujas cláusulas são impossíveis de se atender. Um deus de papel, com carimbo e assinatura.

Outros ainda pensam que Deus é um caixa eletrônico, um escravo, um pau-mandado ou sei lá o quê.

Na minha opinião Deus é bom, generoso e feliz. É sério e comprometido com sua aliança, mas brinca com a mania dos homens de acharem que podem decifrar o seu caráter ou entender a sua personalidade sem se relacionar com Ele. Por isso Paulo nos fala da "multiforme graça de Deus".

O tomate é um exemplo dessa brincadeira que Deus faz com as manias dos homens de achar que sabem tudo. Experimentem descrever um tomate e depois vejam se eu não tenho razão...

1. O tomate é uma fruta (de acordo com a ciência), mas é consumido como uma verdura.

2. O tomate é mais pesado do que devia. É comum que as plantas sejam apoiadas e os galhos presos a um suporte para poder sustentar o peso do fruto.

3. O tomate possui diversas consistências em sua composição, Coisas que se encontram em outros vegetais, só que no tomate está tudo junto, vejam: uma pele fina que parece plástico; uma poupa carnuda que está sempre fresquinha; dentro de tudo isso fica uma geléia gostosa com as sementes. Várias consistências ao mesmo tempo.

4. O tomate verde pode ser frito. Mas se fritar o tomate maduto ele derrete.

5. Se cozinhar um montão de tomate, fica ácido, aí a gente põe uma pitada de açúcar e acaba a acidez. Mas se fizer um suco de tomate com muto açúcar, fica ácido também.

6. Você pode fazer diversos molhos com tomate, mas pode fazer suco também.

7. O tomate foi o primeiro produto cujo benefício na prevenção do câncer de próstata foi cientificamente comprovado. Mas se os homens quiserem se encher de tomate para escapar do exame, vão queimar os rins.

8. Você tira a semente do tomate para fazer certas comidas (porque dizem que é ácida) mas ái perde boa parte do sabor.

9. A pele do tomate sai se você esquentar um pouco, esperar pipocar e puxar. Mas se vc. esquentar demais o tomate derrete e a pele fica.

Quando a gente começa a listar as características e propriedades do tomate, até se esquece, de tantas que são. Pois ele é maravilhosamente diverso.

Os cientistas, então, tentaram fazer um tomate vitaminado, cheio de produtos a mais para "melhorar" a alimentação do povo. O que aconteceu? O tomate ficou roxo.

É ou não é maravilhoso pensar no tomate? Deus parece que fez o tomate para mostrar para os homens o quanto Ele mesmo é indecifrável.

O que eu aprendo com o tomate?

Que não é possível aprisionar Deus em um conjunto de regras. Que é necessário criar um relacionamento profundo com Ele para saber o que ele tem a nos oferecer a cada dia. Que ele é pessoal e se relaciona com cada um de nós de maneira diferente. Que cada presente que Deus nos dá tem uma característica diferente, porque somos diferentes uns dos outros graças a Ele mesmo.

O tomate para mim é um sorriso de Deus, uma amostra do seu humor e do seu amor por nós. Talvez eu mesmo esteja errado, mas podem ter certeza que eu gosto de tomate, ele muito me lembra Deus.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Pr. Xavier está com o Senhor

Faleceu neste dia 22 de fevereiro o Pr. Xavier, de quem temos noticiado.

Ele já estava enfermo a algum tempo. Era muito conhecido no meio batista, um servo do Senhor.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

CARTA DA MISERICÓRDIA

"Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se a cada manhã; grande é a sua fidelidade" (Jeremias, em Lamentações 3. 22 e 23).


Quando o apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas, ele ficou impressionado sobre quão facilmente eles estavam sucumbindo à tentação da auto-justiça, ou seja, pensarem que Deus lhes devia algo por serem ou fazerem alguma coisa por Ele, de modo a que Deus ficasse lhes devendo algo.

Ontem foram tarde e noite muito difíceis para mim e quase caí nesta armadilha sutil e perigosa. Sofri muito com dores inenarráveis, pois o alimento não conseguia passar e tive alguns episódios de vômito. Naquelas horas senti Deus tão distante, e comecei a experimentar um tipo de autocomiseração. Fiquei me lembrando de tantas palavras boas que tenho ouvido sobre minha vida, meu ministério, pessoas me lembrando de quão importante fui em determinado momento da vida delas, de ações como pastor, de como tenho servido de exemplo em meio a este sofrimento, a maneira como tenho me portado, etc...

Enquanto sofria, me via quase que cobrando de Deus o alívio para aquele sofrimento ou a cura imediata, afinal ele curou tanta gente que nada fizera por ele e ali estava eu, seu servo, com uma boa folha de serviço, sofrendo. Não era justo. Ele tinha que fazer alguma coisa.

Durante a noite, já sem a dor, comecei a orar e Deus parecia tão distante. Não sei se pude entender exatamente as palavras de Jesus na cruz: "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste"..., mas passou perto!!! Parecia que eu falava para as paredes. Lembrei-me do diálogo de Deus com Jó, quando diante da grandeza e da majestade de Deus, Jó decide simplesmente botar a mão sobre a boca e não falar mais nada.

Decidi tomar a mesma decisão, que é muito sábia. Porém, mais do que me mostrar quem Ele é, Deus começou a mostrar quem eu era, e aí comecei a cair na real. Vi-me sentindo ciúmes de tantos colegas que estão com suas igrejas em retiro, estão voltando das férias para reiniciar os seus ministérios, ou estão começando um novo ministério cheio de planos e idéias. E ali estava eu numa cama, impotente, cheio de autocomiseração, auto-justiça, achando que era mesmo um exemplo, aceitando todas aquelas boas palavras sobre mim, quando na verdade eu tenho medos, dúvidas, questionamentos, pouca fé, ansiedade.

Até para escrever esta carta tenho medo de passar uma imagem de humildade que não existe. Foi quando me lembrei, e que boa lembrança, "que Deus provou o seu amor para comigo sendo eu ainda um PECADOR". É onde a vida cristã começa e continua. Deus decidiu me amar e continuar a me amar, a despeito de mim mesmo. Eu não sou mesmo exemplo de nada, mas um servo inútil, e por favor não desmintam a Bíblia, e saibam que isto se aplica a todos nós, mesmo aqueles que querem pensar diferente. Deus não reparte a glória dEle com ninguém. Se tenho conseguido "segurar" as pontas, é porque a graça e a misericórdia dEle se manifestam na minha fraqueza, em toda a plenitude da minha fraqueza, física, espiritual, moral, etc.

O apóstolo Paulo tem uma dimensão desta graça que me deixa sempre envergonhado. Sempre reconheceu que era o principal dos pecadores. E que tudo o que fazia e tinha, era somente devido à graça de Jesus. Sou grato a Deus pelo sofrimento e por esta tarde e noite que me têm feito enxergar isso, e que têm ajudado a me abandonar aos cuidados dEle. Foi difícil rasgar a minha folha de serviços prestados. Mas acredito que consegui fazê-lo. Agora não tenho nada para apresentar diante dEle, a não ser tão-somente os méritos de Seu Filho Jesus, por isso tenho dado a esta carta o título de Carta da Misericórdia.

Pr. Xavier – Igreja Batista Memorial da Tijuca, RJ, 1o. de fevereiro de 2008. [Rasgar a folha de serviços prestados é uma lição que não esqueceremos. ias]
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Não sabemos contar

“Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos" (João 6.9)

Jesus observa que as pessoas à sua volta estão famintas. Seus discípulos, no entanto, nada vêem. Ele pergunta como alimentarão aquele pessoal todo, para chamar a atenção deles ao assunto (JO 6.5).

É a primeira lição do texto: as pessoas que nos rodeiam podem não expressar, mas passam por situações difíceis, para as quais temos que trazer soluções. A igreja do Senhor Jesus vive para servir.

Filipe é rápido nos cálculos, e vê a impossibilidade de ser fazer algo: será necessário muito dinheiro, e ninguém tem esta quantia à mão (v. 7). Não é assim que nos furtamos diante de muitas situações? Dizemos "não dá" e viramos as costas?

André percebe que um menino está prevenido. Trouxe seu lanche. E menciona isso a Jesus: ele tem cinco pães e dois peixinhos. Até que André mostra um espírito observador, e representa a busca de uma solução. Só que o texto acrescenta seu próprio desapontamento: "Mas o que é isso para tanta gente?" (v. 9). Esta é outra atitude típica do povo chamado para servir: há soluções, mas são muito pequenas diante dos desafios. Nem adianta tentar.

Então Jesus multiplica os pães e peixes, todos comem, e são recolhidos os restos em doze cestos (v. 13). Cinco ou doze? De fato, costumamos contar mal.
Temos que lembrar sempre deste acontecimento quando nos deparamos com um desafio. Pode ser tarefa impossível para nós, mas não é obstáculo à fé. Lembremos que o Senhor Jesus, desde o início, sabia o que iria fazer! (João 6.6).

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Sentindo segurança

"Tenho segurança da salvação pelo que diz a Palavra de Deus. Mas como posso sentir isso na minha vida?" – a pergunta ocorreu no retiro da igreja, dias alegres em que estudamos animadamente a salvação e a nossa certeza.

Confirmando: a base está certa. É pela Palavra que podemos ter segurança. A Palavra mostra como Deus não tolera o pecado, mas ama o pecador, e como providencia a salvação em Cristo, que dá a sua vida em nosso lugar na cruz. É pela Palavra, unicamente, que podemos saber disso, e louvar a Deus pela libertação eterna. Pela Palavra: nada menos, e por isso mesmo, nada mais!

Mas como sentir esta segurança em um mundo cheio de pecado? Como responder ao inimigo que tenta minar nossa convicção com argumentos e exemplos da nossa limitação humana?

Mais uma vez, é pela Palavra! Deixemos Paulo falar, já que passa por tudo o que nós passamos, e recebe de Deus a missão de explicar esta boa nova aos povos de longe, nós incluídos: "Meus irmãos, sejam alegres por estarem unidos com o Senhor. Não me aborreço de escrever, repetindo o que já escrevi, pois isso contribuirá para a segurança de vocês". "Eu já não procuro mais ser aceito por Deus por causa da minha obediência à lei. Pois agora é por meio da minha fé em Cristo que eu sou aceito; essa aceitação vem de Deus e se baseia na fé. Tudo o que eu quero é conhecer a Cristo e sentir em mim o poder da sua ressurreição. Quero também tomar parte nos seus sofrimentos e me tornar como ele na sua morte, com a esperança de que eu mesmo seja ressuscitado da morte para a vida." (FP 3.1, 9-11).

Paulo deixa de se preocupar em merecer aplausos de Deus. Pela fé em Cristo, está salvo. Isso é com Deus. Paulo quer, sim, sentir o poder da nova vida, onde não há condenação. Para isso, toma parte nos sofrimentos de Cristo, vive exclusivamente em e para Cristo. E um dia experimentará, e nós com ele, a ressurreição. É só viver!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A canção do bobo-alegre e a canção de quem se alegra

Há uma onda de animadores de auditório nos nossos dias. É o único nome que consigo dar a alguns que dirigem o período de louvor nas nossas igrejas por aí. Cada qual com seu estilo peculiar, fazem de tudo para promover uma festa. Pulam, dançam, cantam, gesticulam, pedem pro povo cantar mais alto, pedem pro povo ficar alegre, sorrir, pedem pra sair do lugar e abraçar o vizinho, ameaçam quem não está cantando de vir cantar sozinho na frente, choram, fazem caras e bocas, pintam e bordam. Só não me parecem saber muito bem o que fazem.’Fique de pé, meu irmão, sorria para quem está do seu lado e juntos vamos cantar, alegremente e com voz bem alta, o próximo hino’’

Esta é a casa do Senhor! Quando entramos na presença do Senhor, devemos sempre estar com alegria e fazendo festa’

São frases que eu e você já ouvímos. Mas será que elas trazem algum efeito? Eu creio que não! A mim, pelo menos, sempre provocam o efeito contrário. E digo mais: elas só nos levam a ensinar, ainda que inconscientemente, que somos e devemos ser um bando de bobos-alegres.

É... bobo-alegre mesmo. Não quero ofender ninguém, mas faço uma distinção, que julgo bíblica, entre o bobo-alegre e o que se alegra. O bobo-alegre é o que busca uma alegria meramente superficial, anestésica, passageira, artificial. Como alguém que, apesar de preocupado com alguma coisa, entra em uma sequencia de voltas de montanha-russa. A agitação, a adrenalina e a gritaria o fazem esquecer suas mazelas por um instante e usufruir de momentos de êxtase. Mas assim que a agitação para... tudo volta. E volta pior.

O que se alegra segue a recomendação bíblica. Paulo fala diversas vezes em suas cartas que devemos nos alegrar. Não fala em momento algum que devemos ser alegres o tempo todo, mas que devemos nos alegrar o tempo todo. Qual a diferença? Ora, quem precisa se alegrar a não ser quem não está alegre? Paulo pressupõe a possibilidade de não estarmos alegres o tempo todo, mas mostra o caminho para nos alegrarmos o tempo todo. Não impõe o estado, mas ensina o caminho. E diz que a alegria vem do Espírito. Alegrar-se, portanto, é um dos frutos obtidos quando estamos com Deus reinando sobre nós, de fato, de direito, no Espírito, na totalidade.

Todos vivemos, vez por outra, momentos de tristeza, de decepção, de desânimo, preocupação, ansiedade e até angústia. E o que resolve estes momentos? Dar uma de bobo-alegre, ou entrar no processo de alegrar-se de fato?Você convidaria uma jovem que acaba de sair do enterro de sua mãe para que lhe acompanhe a um parque de diversões e ande de montanha-russa? Não? Por que então os nossos animadores de auditório vão aos ouvidos de aflitos e angustiados dizer que eles devem fazer cara de alegres para cantar canções? Eu o convido a visitar comigo algumas cenas.

Primeiro passamos pela Igreja da Festa. A música é boa, banda completa e orquestra. Gente dançando e cantando. E lá na frente o animador de auditório vai lançando suas palavras de ordem. ‘Você está na casa de Deus! Ele quer você alegre! Sorria! Pule! Cante! Dance!’

Coisa de bobo-alegre... Ora, não estamos sempre na presença de Deus? A casa de Deus não somos nós, os salvos, que somos a morada do Espírito? Que história é essa de ‘agora estamos na casa de Deus’? Quem ‘re-costurou’ o véu e devolveu Deus à câmara do Santo-dos-Santos?

Mas visitemos a cena imaginária de Davi compondo e cantando alguns de seus salmos. Nós o vemos compondo salmos quando ele está alegre (8, 9, 19, 23, 24, 25, etc), quando ele está aflito (3, 5, 13, etc), quando ele está arrependido, indignado, preocupado, confiante, enfim, de muitas formas. Seus salmos revelam um pouco de sua personalidade mas, acima de tudo, nos ensinam como Deus é Deus em todos os nossos momentos. Quer o nosso louvor e a nossa expressão em todos os nossos momentos, qualquer que seja o nosso estado de espírito. Davi entendia bem isso.

Coisa de quem se alegra. Mesmo – e principalmente - quando está triste. Mas veja agora comigo o website de uma igreja brasileira. Lá nós lemos, já na 1ª página: ‘é uma coisa terrível apresentar-se a Deus triste e mal-humorado’. Desde quando? Não é pra lançarmos as nossas ansiedades sobre Ele? Não é para fazermos conhecidas de Deus as nossas preocupações, em súplicas e ações de graça? Podemos e devemos também louva-lo com nossos pedidos, com a declaração de nossa dependência Dele.

Sair pregando que vida cristã é só alegria, e dizer que é terrível chegar diante de Deus triste, é coisa realmente de bobo-alegre.

Em contra-partida, vamos visitar a cena onde Jeremias escreve suas lamentações. Ele vê a derrocada de seu povo, escravidão, miséria, desgraça sobre desgraça. A viola definitivamente em cacos. E ele diz que vê tudo isso, que reconhece que a coisa está ruim, mas decide lembrar-se daquilo que lhe pode dar esperança, pois as misericóridas do nosso Deus se renovam a cada manhã. Que apesar de suas posses, seus bens, seu povo estarem se perdendo, nós o vemos declarar que ‘a minha porção é o Senhor, portanto nele eu vou colocar minha esperança’

Coisa de bobo-alegre? Não! Coisa de quem sente a tristeza, mas se alegra em Deus.

Que saibamos buscar e viver de forma verdadeira, não superficial, saindo do show e entrando na vida. Que aprendamos a nos alegrar quando precisamos, e que aprendamos a viver, cada dia mais, contentes em toda e qualquer situação.

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Aqui transcrevo a letra de uma canção recém-terminada. Ela trata desse assunto, e é entitulada ‘Diário de Bordo’

Chega que falem, que pensem, que digam que sou ou que fui o que nunca serei
Chega de histórias que cantam vitórias vãos caricatos retratos de alguém
Basta às canções que me custam fingir
Dá-me o que venha de mim
Que a minha canção mostre sempre quem sou mesmo que mostre o que tento esconder

Que seja o retrato da transformação que vejo Tua mão sempre em mim promover
Que a minha canção só registre onde estou mesmo que longe ainda esteja do lar
que indique o exato, sem viés posição onde anda o barco e o que falta a chegar

Chega de frases, de rezas perdidas repetições que não mudam ninguém
Basta às bravatas, decretos, medidas só alusões a um deus que é refém
Venham canções que te mostrem Senhor e que elas brotem de mim

Que a minha canção mostre sempre quem sou mesmo que mostre o que tento esconder
Que seja o retrato da transformação que vejo Tua mão sempre em mim promover
Que a minha canção só registre onde estou mesmo que longe ainda esteja do lar
que indique o exato, sem viés posição onde anda o barco e o que falta a chegar

Este é o julgamento: a luz veio ao mundo mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras era más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus
João 3: 19-21

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Certeza

Tem certeza? Com esta e outras expressões conhecidas demonstramos como somos limitados, e por isso mesmo surpreendidos a cada instante por boas ou más notícias. Se alguém nos traz uma bênção inesperada, reagimos com um "não diga", embora queiramos, sim, ouvir. Se a notícia é desagradável, nossa reação pode ser "você está brincando", mesmo que percebamos a gravidade da hora e saibamos que ninguém brinca com assuntos sérios.

Mas os fatos chegam em alta velocidade, ultrapassando o ritmo das nossas emoções. Só depois de passarmos um tempo, para uns mais, para outros menos, é que conseguimos raciocinar corretamente.

Na questão da salvação eterna o espanto é ainda maior. Se perguntarmos a alguém sobre a certeza do céu, dirá que isso é impossível, que ninguém pode falar assim, e se apressará a contar tudo o que tem feito de bom para impressionar a Deus.

É justamente aí que entra a Boa Nova de Jesus Cristo. Como todos pecamos, nenhuma pessoa pode ter certeza por si mesma. Seria arrogância. A única certeza que temos é que merecemos o castigo. A Boa Nova, no entanto, é que Jesus deixou seu lar na glória para nascer e viver entre nós, levando consigo toda a nossa culpa (Isaías 53). Boa Nova é o nome bem apropriado, porque não há outra igual.

Os discípulos de Jesus estão conscientes desta grande mensagem. Experimentaram a nova vida em Cristo, escrevem com autoridade. E ainda explicam a questão das boas obras, da perseverança, dos limites da tentação, do alívio da condenação, da liberdade que temos em Cristo, da possibilidade de pecarmos mas com a diferença de que temos um Advogado. Notícia extraordinária!

Quanto mais percorremos as páginas da Bíblia, mais notamos a sabedoria, a justiça e o amor de Deus. Antes vivíamos debaixo da dúvida, querendo crer mas temendo sofrer nova decepção. Agora, em Cristo, somos feitos novas criaturas. Trata-se de uma nova vida, que começa aqui e se estende pela eternidade. Com certeza!